quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Robert johnson


Johnson nasceu em Hazlehurst, Mississippi. Sua data de nascimento oficialmente aceita (1911) provavelmente está errada. Registros existentes (documentos escolares, certidões de casamento e certidão de óbito) sugerem diferentes datas entre 1909 e 1912, embora nenhum contenha a data de 1911.Robert Johnson gravou apenas 29 músicas em um total de 40 faixas, em duas sessões de gravação em San Antonio, Texas, em Novembro de 1936 e em Dallas, Texas, em Junho de 1937. Treze músicas foram gravadas duas vezes. Suas músicas continuam sendo interpretadas e adaptadas por diversos artistas e bandas, como Led Zeppelin, Eric Clapton, The Rolling Stones, The Blues Brothers, Red Hot Chili Peppers e The White Stripes.

Em 1938 durante uma apresentação no bar "Tree Forks" Johnson bebeu whisky envenenado com estricnina, supostamente preparado pelo dono do bar, o qual estava enciumado por Jonhson ter flertado com sua mulher. Sonny Boy Williamson, que estava tocando junto com Jonhson, havia alertado-o sobre o whisky, porém este não lhe deu atenção. Johnson se recuperou do envenenamento, mas contraiu pneumonia e morreu 3 dias depois, em 16 de Agosto de 1938, em Greenwood, Mississippi. Há várias versões populares para sua morte: que haveria morrido envenenado pelo whisky, que haveria morrido de sífilis e que havia sido assassinado com arma de fogo. Seu certificado de óbito cita apenas "No Doctor" (Sem Médico) como causa da morte.Outro mito popular recorrente sugere que Johnson vendeu sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi com seu violão e uma garrafa de whisky adulterado, quando um bend escandaloso de uma gaita cromada, era o diabo. Tomou seu violão e afinou um tom abaixo, devolveu para Johnson e tocou como toca nas gravações... fez isso em troca da proeza para tocar guitarra. Este mito foi difundido principalmente por Son House, e ganhou força devido às letras de algumas de suas músicas, como "Crossroads Blues", "Me And The Devil Blues" e "Hellhound On My Trail". O mito também é descrito no filme de 1986 Crossroads e no episódio 8, da segunda temporada da série Supernatural. O mito ainda explica detalhes sobre ele ter saído desesperadamente do bar Tree Forks, sendo perseguido por cães pretos e foi encontrado com marcas de mordidas profundas, cortes em forma de cruz no rosto e seu violão intacto ao lado do corpo ensaguentado.Robert morreu de olhos abertos e uma expressão tranquila no rosto.

Johnson é freqüentemente citado como "o maior cantor de blues de todos os tempos", ou mesmo como o mais importante músico do Século XX, mas muitos ouvintes se desapontam ao conhecer o seu trabalho, pois o estilo peculiar do Delta Blues e o padrão técnico das gravações de sua época estão muito distantes dos padrões estéticos e técnicos atuais.Embora Johnson certamente não tenha inventado o blues (há rumores de que foi Charley Patton a primeira estrela do delta blues), que já vinha sendo gravado 15 anos antes de suas gravações, seu trabalho modificou o estilo de execução, empregando mais técnica, riffs mais elaborados e maior ênfase no uso das cordas graves para criar um ritmo regular. Suas principais influências foram Son House, Leroy Carr, Kokomo Arnold, Charley Patton, e Peetie Wheatstraw. Johnson tocou com o jovem Howlin' Wolf e Sonny Boy Williamson (que afirma ter estado presente no dia do envenenamento de Johnson e ter alertado Johnson sobre a garrafa de whisky). Johnson influenciou Elmore James e Muddy Waters, e o blues elétrico de Chicago na década de 1950 foi criado em torno do estilo de Johnson. Há uma linha direta de influência entre a obra de Johnson e o Rock and roll que se tornaria popular no pós-guerra.Anos após sua morte, o grupo de admiradores de Johnson cresceu e inclui astros do rock como Keith Richards e Eric Clapton.Em 1999 os The White Stripes lançaram no seu álbum de estréia homônimo uma canção de Johnson; Stop Breaking Down. FELIPE BUCHEB N°09

Son House



Eddie James House, Jr. (21 de Março de 1902 – 19 de Outubro de 1988), mais conhecido como Son House, foi um influente cantor e guitarrista deBlues Norte-americano. Sua data de nascimento é controversa. Ainda que os registros legais indiquem 21 de Março de 1902, o próprio Son House deu informações contraditórias ao longo de sua carreira: que estaria na meia-idade durante a Primeira Guerra Mundial, que tinha 79 anos em 1965 e que havia nascido em 1886. House nasceu em Riverton, Mississippi.Ele tocou junto com Charley Patton, Willie Brown, Robert Johnson, "Fiddlin'" Joe Martin, e Leroy Williams.Após matar um homem, alegadamente em auto-defesa, ele passou algum tempo preso na Fazenda Parchman, uma penitenciária de segurança máxima em Parchman, Mississippi.Son House gravou para a Paramount Records em 1930 e para Alan Lomax da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos no início da década de1940. Ele fez poucas aparições públicas até a repopularização do blues country na década de 1960, quando foi "redescoberto". A partir de então, ele excursionou pelos Estados Unidos e pela Europa, e realizou novas gravações pela gravadora CBS. Assim como Mississippi John Hurt, ele foi bem recebido na cena musical da década de 1960 e tocou no Newport Folk Festival em 1964.Ao contrário de alguns guitarristas das décadas de 1920 e 1930, House não era um virtuoso, e não há nada de impressionante na sua técnica. Ele compensava a sua falta de técnica com um estilo poderoso e inovador, com ritmos fortes e repetitivos, muitas vezes tocados com a ajuda da técnica deslide. Sua música era dançante, feita para ser tocada em ambientes barulhentos como bares e salões de dança. House foi uma importante influência para Muddy Waters e Robert Johnson, que levariam sua música a novos horizontes. Foi House que, conversando com jovens admiradores de blues na década de 1960, espalhou o boato de que Johnson havia vendido sua alma em troca da proeza para tocar guitarra. Mais recentemente, House influenciou bandas de rock como o White Stripes, que gravou uma versão de sua música Death Letter no álbum De Stijl.House teve diversos problemas de saúde a partir do final da década de 1960. Ele parou de se apresentar no início da década de 1970 e morreu em Detroit, Michigan, em 1988. Felipe Bucheb n°09


Muddy waters (blues britanico)


Muddy nasceu em Rolling Fork, no Mississipi e veio a aprender a tocar violão com 17 anos sendo, até então, influenciado por dois grandes nomes do Delta Blues, Robert Johnson, o mito, e Son House, um dos maiores músicos do gênero. McKinley Morganfield era seu nome verdadeiro, pois que Muddy Waters viria a se tornar o nome artístico do bluseiro, nome que lhe deu a honra de se tornar um dos mais famosos músicos de Blues da história. Após a Segunda Guerra, mudou-se para Chicago, seguindo muitos outros negros da área rural.

Diz-se também do homem que primeiramente tocou de forma brilhante uma guitarra elétrica, inspirando novos artistas que viriam após seu tempo, como Jimi Hendrix, Santana, Rolling Stones e outros. Mudou-se para a Inglaterra pois na América do Norte já pouco se valorizava o R&B. Na Inglaterra foi semente para bandas de rock n roll que surgiam no começo dos anos 60 e até mesmo 70. É verdade que a banda Rolling Stones foi nomeada com o nome de uma das maiores musicas de Muddy, assim como a famosa Like A Rolling Stone de Bob Dyalan se tornaria mito na era Beatnik.

Foi nomeado na década de 60 por B.B King como o Buda Negro, pois satirizando alguns conceitos filosóficos, BB King dizia que Muddy era o mais sábio dos homens.

Muddy Waters foi unanimidade no Blues da década de 40 e 50 fazendo as gravações de Gypsy Woman, Rolling Stone, Walking Blues, Mannish Boy, They Call Me Muddy Waters e a grande Baby Please don’t go, já gravada por AC/DC, Budgie, Paul Butterfield Blues Band, Howlin Wolf e recentemente gravada peloAerosmith.

Não há dúvidas de que Muddy foi um dos maiores nomes do Blues ao lado do mito Robert Johnson, B.B King, Son House, Albert King, Sonny Boy Williamsom I e até mesmo Johnny Winter.

Muddy passou a segunda metade da década de 50 até a década de 70 sem muito destaque na mídia. Voltou a gravar no começo da década de 70 e faleceu em 1983, deixando uma nova era de jovens a seguir os passos do Muddy Herói.


Betina nº 03


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Elmore James

Elmore James (nascido Elmore Brooks,[1] Condado de Holmes, 27 de janeiro de 1918 – 24 de maio de 1963) foi um influente guitarrista, cantor e compositor americano de blues. Conhecido como "O Rei da Guitarra Slide", Elmore tinha um estilo único no instrumento, e celebrizou-se pelo seu uso de amplificação em volumes elevados e por sua voz comovente. Começou sua carreira musical no Mississipi junto com o tocador de gaita Rice Miller (mais conhecido como Sonny Boy Williamson), ficaram juntos por vários anos até que conseguiu seu primeiro contrato para gravação em 1951.
Nesta época se mudou para Chicago onde iniciou carreira solo acompanhado pelo grupo “The Broomdusters”.
Seu estilo rude e apaixonado se distinguia pelo som característico do slide blues, que se pode curtir nas músicas como “Dust My Brown”, “I Believe” e “It Hurts Me Too.
O estilo de Elmore James influênciou vários músicos de Blues e Rock como Jeremy Spencer do Fleetwood Mac, Brian Jones do Rolling Stones, Alan Wilson do Canned Heat, Stevie Ray Vaughan, Michael Bloomfield, Duane Allman e John Mayall. É lembrado pelos Beatles na música For You Blue do disco Let It Be.
Autor de uma considerável quantidade de blues, muitas dessas músicas receberam versões de astros famosos. “Dust my broom” foi gravado por Fleetwood Mac, “Bleeding Heart” por Jimi Hendrix, “Rollin´n´tumblin” por Canned Heat e Eric Clapton entre outros.
Faleceu aos 45 anos, em 24 de Maio de 1963, vítima de um ataque cardíaco, mas deixou um legado musical consíderavel…
[editar] Álbuns originais
1961 Blues After Hours (Crown 5168)
1965 The Best Of (Sue 918 [UK])
1965 The Sky is Crying (Sphere Sound 7002)
1965 Memorial Album (Sue 927 [UK])
1966 The Blues In My Heart, The Rhythm In My Soul (relançamento de Blues After Hours) (United 716) and (Custom 2054)
1967 Original Folk Blues (Kent 5022)
1967 I Need You (Sphere Sound 7008)
1968 The Late Fantastically Great (relançamento de Blues After Hours)(Ember 3397 [UK])
1968 Tough (gravações da Chess + faixas de John Brim) (Blue Horizon 7-63204 [UK])
1968 Something Inside of Me (Bell 104 [UK])
1969 The Legend Of Elmore James (Kent 9001)
1969 Elmore James (Bell 6037)
1969 Whose Muddy Shoes (+ tracks by John Brim) (Chess 1537)
1969 The Resurrection Of Elmore James (Kent 9010)
1969 To Know A Man - álbum duplo (Blue Horizon 7-66230 [UK])

Luan Panchorra n17

o que voce quiser!!


Riley Ben King, mais conhecido como B. B. King, é um guitarrista de Blues e cantor estado-unidense. O "B. B." em seu nome significa Blues Boy, seu pseudônimo como moderador na rádio WDIA. Começou por tocar, a troco de algumas moedas, na esquina da Igreja com a Second Street e chegou mesmo a tocar em quatro cidades diferentes aos sábados à noite. É um dos mais reconhecidos guitarristas de Blues da actualidade, sendo por vezes referido como o Rei do Blues. É bastante apreciado por seus solos, nos quais, ao contrário de muitos guitarristas, prefere usar poucas notas. Certa vez, B.B. King teria dito: "posso fazer uma nota valer por mil". Ocupa a terceira posição na lista dos 100 Maiores Guitarristas da Rolling Stone.


  • Iniciou utilizando uma Fender Telecaster
  • Passou a utilizar uma Gibson ES-335, modelo que foi substituído pela B. B. King Lucille, um modelo baseado na ES-345.
  • Uma das características de King é chamar às sua guitarras o nome de "Lucille" - uma tradição que vem desde a década de 1950.
  • No dia 19 de dezembro de 1997, apresentou Lucille ao Papa João Paulo II em um concerto no Vaticano.
  • No dia 5 de novembro de 2000, doou uma cópia autografada de Lucille para o Museu de Música Nacional, Estados Unidos da América.

James Brown

Cantor, compositor e produtor musical afro-americano, James Joseph Brown , nasceu aos 3 de Maio de 1933, reconhecido como uma das figuras mais influentes do século XX na música, o principal impulsionador da evolução do gospel e do rhythm and blues para o soul, um dos primeiros estilos populares da música negra americana. James foi também o criador do funk, estilo bem característico da música negra norte-americana. Também deixou sua marca em outros estilos da black music como rock,jazz, reggae, no hip-hop e da música eletrônica em geral.

Sua carreira de músico profissional iniciou-se em 1953, atingindo a fama no fim da década de 50 e início de 60, graças à força de suas performances ao vivo e a uma seqüência de grandes sucessos. Apesar de numerosos problemas pessoais e alguns insucessos, ele continuou a produzir sucessos nas duas décadas seguintes. Nas décadas de 1960 e 1970, Brown era uma presença em assuntos políticos norte-americanos, especialmente no ativismo em favor dos negros e dos pobres.

O funk, originalmente criado por James, pode ser melhor reconhecido por seu ritmo sincopado, pela densa linha de baixo, pelo ritmo das guitarras, pelos vocais de alguns de seus cantores e grupos (como Cameo, ou os Bar-Kays). E ainda pela forte e rítmica seção de metais, pela percussão marcante e ritmo dançante, e a forte influência do jazz.



Betina nº 03 3ºB

Skip James


Blues Antigo (Americano)

Nehemiah Curtis "Skip" James
(21 de Junho de 1902 – 3 de Outubro de 1969) foi um cantor, guitarrista, pianista e escritor de canções de blues estadunidense.

Os primeiros anos

James nasceu perto de Bentonia, no Mississippi. O seu pai era um ex-contrabandista de álcool convertido em pregador. Enquanto novo, James escutou músicos locais como Henry Stuckey e os irmãos Charlie e Jesse Sims, tendo começado a tocar órgão no início da sua adolescência. Trabalhou na construção de estradas na sua terra natal, o Mississippi, no início da década de 1920 e escreveu aquela que é provavelmente a sua canção mais antiga, "Illinois Blues", acerca das suas experiências como trabalhador. No fim da década, foi agricultor em várias quintas e produzia whiskey contra-feito na área de Bentonia. Começou a tocar guitarra afinada em Ré Menor e desenvolveu um técnica de dedilhar com três dedos que viria a proporcionar grandes resultados nas suas gravações. Além disso, começou a praticar piano, indo buscar inspiração ao pianista blues do Mississippi Little Brother Montgomery.

De 1920 a 1930

No início de 1931, James fez uma audição para o dono de uma loja de discos em Jackson, no Mississippi e para um caçador de talentos H. C. Speir, que colocara artistas de blues a gravar para uma série de etiquetas incluindo a Paramount Records. Como resultado da sua audição, Skip James viajou para Grafton no estado de Wisconsin para gravar para a Paramount. O trabalho de James em 1931 é considerado único e idiossincrático entre as outras gravações de blues antes da 2ª Guerra Mundial, e constitui a base da sua reputação enquanto músico.

Como era típico no seu tempo, James gravou uma variedade de material - blues e espirituais, versões e composições originais - transpondo frequentemente as barreiras entre os géneros e fontes a que recorria. Por exemplo, "I'm So Glad" derivou de uma canção de 1927 escrita por Art Sizemore e George A. Little chamada "So Tired", que fora gravada em 1928 por Gene Austin e Lonnie Johnson (o último sob o título "I'm So Tired of Livin' All Alone"). James alterou a letra da canção, transformando-a através da sua técnica virtuosa, entrega, intensidade e senso de melodia. O biógrafo Stephen Calt, dando eco à opinião de diversos críticos, considerou que o produto final era completamente novo e original e "um dos mais extraordinários exemplos de dedilhar que é possível encontrar na música para guitarra".

Em diversas gravações para a Grafton, como "Hard Time Killing Floor Blues", "Devil Got My Woman", "Jesus Is A Mighty Good Leader" e "22-20 Blues" (que serviria de base para a canção de Robert Johnson, mais conhecida, "32-20 Blues"), provaram-se igualmente influentes. Muito poucas cópias originais em 78 rotações das gravações de James para a Paramount chegaram até aos dias de hoje.

Os efeitos da Grande Depressão chegaram justamente quando os discos de Skip James chegaram ao mercado. Como resultado, as vendas foram muito fracas e James desistiu de tocar blues e tornou-se director do coro na igreja do seu pai. O próprio Skip James vira a ser mais tarde ordenado ministro tanto na igreja Baptista quer na Metodista, mas o seu envolvimento nas actividades religiosas era extemporâneo.

Desaparecimento, redescoberta e legado

No trinta anos que se seguiram, James não gravou nada e regressou e abandonou de novo a música várias vezes. Era virtualmente desconhecido dos amantes da música sensivelmente até 1960. Em 1964 os entusiastas do blues John Fahey, Bill Barth e Henry Vestine encontraram-no no hospital de Tunica, no Mississippi. Segundo Calt, a "redescoberta" de Skip James e de Son House praticamente ao mesmo tempo foi o início do "revivalismo do blues" na América do Norte. Em Julho de 1964, Skip James lado a lado com outros artistas redescobertos, apresentou-se no Newport Folk Festival. Diversas fotografias de Dick Waterman capturaram esta sua primeira performance pública ao fim de trinta anos. Ao longo dessa década, James gravou para as etiquetas Takoma Records, Melodeon, e Vanguard Records e tocou publicamente inúmeras vezes até a sua morte em 1969.

Apesar de inicialmente não ter despertado tantas atenções quanto outros artistas redescobertos nessa época, a banda rock britânica Cream gravou duas versões de "I'm So Glad", dando a James o único lucro inesperado da sua carreira. Os Cream basearam a sua versão na versão simplificada de James das gravações da década de 1960 e não na rápida e intrincada versão original de 1931.

Desde a sua morte, a música de Skip James tornou-se mais disponível e relevante do que durante a vida do seu autor - as suas gravações de 1931, lado a lado com diversas gravações depois da sua redescoberta e concertos, encontraram o seu caminho em diversas edições em CD. A seu influência é ainda sentida tanto entre os artistas blues seus contemporâneos, como em artistas contemporâneos mais sucedidos como Beck, que canta uma versão parcialmente alterada de "Jesus Is A Mighty Good Leader" no seu álbum "antifolk" de 1994, One Foot in the Grave. James deixou também a sua marca na Hollywood do século XXI, com a versão de Chris Thomas King de "Hard Time Killing Floor Blues" aparecendo em Oh Brother, Where Art Thou? e a versão de 1931 de "Devil Got My Woman Blues" a surgir proeminentemente na banda sonora do filme Ghost World. Nos tempos mais recentes, a banda britânica pós-rock Hope of the States editou uma canção parcialmente focada na vida de Skip James, intitulada "Nehemiah", que alcançou o número 30 nas tabelas de vendas do Reino-Unido.

Personalidade

Skip James era conhecido por ser um artista idiossincrático. Eram raras as ocasiões em que socializava com outros músicos blues ou com os fãs. Tal como John Fahey, James bocejava quando ouvia falar na assim chamada cena "folkie" da década de 1960. Tinha em grande estima o seu próprio trabalho e era relutante em partilhar idéias musicais com outros artistas. James é o arquétipo da típica personalidade complexa atribuída a muitos artistas do blues, que viveram uma vida difícil e por vezes miserável enquanto mantinham crenças austeras e por vezes religiosas. Apesar do conteúdo lírico da algumas das suas canções nos poder induzir a caracterizar James como misógino, este permaneceu com a sua mulher Lorenzo até ao momento da sua morte.

Estilo musical

O som de Skip James era único dentro do blues. Apesar de ter influenciado outros músicos de blues, como Robert Johnson, poucos foram capazes de recriar o seu estilo. O seu cantar muito agudo e frágil, mesmo nas suas primeiras gravações, parece ter vindo de outro mundo. O seu estilo vocal é apontado como sendo "de pregação", sendo que é sabido que Skip James também cantou espirituais. James é olhado como um talentoso e distinto guitarrista. Tocava muitas vezes com afinação em Ré Menor (DADFAD) o que conferia ao seu instrumento um timbre sombrio e desolador. A sua técnica de dedilhar de origem clássica era limpa e rápida, dando uso a todo o registo da guitarra com linhas de baixo pesadas e hipnóticas. Ironicamente, o estilo de tocar de James tinha mais em comum com o estilo de blues de Piedmont (Piedmont blues), da Costa Este dos Estados Unidos, do que com o dos blues do Delta Delta blues o seu Mississippi natal.

Gustavo Franco Teixeira: Número 13