segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Yamandu Costa


Yamandu Costa, e um violonista e compositor brasileiro nascido em Passo Fundo - RS, filho da cantora Clari Marson e do multiinstrumentista e professor de música Algacir Costa. Começou a estudar violão aos sete anos de idade com o pai, Algacir Costa, líder do grupo Os Fronteiriços e aprimorou-se com Lúcio Yanel, virtuoso argentino radicado no Brasil. Até os quinze anos, sua única escola musical era a música folclórica do Sul do Brasil, Argentina e Uruguai. Depois de ouvir Radamés Gnatalli, ele começou a procurar por outros brasileiros, tais como Baden Powell, Tom Jobim, Raphael Rabello entre outros. Aos dezessete anos apresentou-se pela primeira vez em São Paulo no Circuito Cultural Banco do Brasil, produzido pelo Estúdio Tom Brasil, e a partir daí passou a ser reconhecido como músico revelação do violão brasileiro.

Yamandu toca estilos diversos como choro, bossa nova, milonga, tango, samba e chamamé, sendo difícil enquadrá-lo em uma corrente musical, dado que mistura todos os estilos e cria interpretações de rara personalidade no seu violão de sete cordas.

Filipe Rezende, N° 10 / 3° B



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Radiola Santa Rosa "Caio Bosco"

Caio Bosco é um músico, cantor/compositor e produtor da cidade do Guarujá, litoral de São Paulo. Começou a sua trajetória através do Hip Hop experimental com o projeto “Radiola Santa Rosa”. O estreitamento da relação com a música brasileira, que servia de matéria prima para a produção das suas bases, despertou inquietações na alma do poeta que decidiu alçar vôos para a pluralidade do Rock’n Roll, agregando elementos de Jazz, Dub, MPB, Eletrônica e Ambient. Em um processo de total imersão e disciplina, Caio transformou a sua condição em filosofia, na companhia da Dona Jô (dona da casa onde produziu suas gravações), vários equipamentos e chá verde, o compositor buscou a voz de sua alma e empunhando a sua guitarra, recebeu entidades xamânicas e a vibração dos seus heróis. A criatividade extraiu do universo um mundo musical idiossincrático: “lo-fi”, brasileiro, praiano e muito original. O Diamante EP traz ao público uma prévia do primeiro álbum de Caio Bosco, com três músicas especiais para esse EP como “Na2SO4+2H2O”, inspirada na música “Agua e Sal” de Walter Franco, cedida e abençoada pelo próprio autor. Produzido e quase todo gravado pelo próprio Caio no estúdio-caseiro “Satori”, o disco conta com mixagens e remixagens de Quim Vasconcellos (Argila Music, Maskavo Roots), Alexandre Basa (Turbo Trio, Black Alien), Buguinha Dub (Nação Zumbi, Lucas Santtana, Cidadão Instigado) e Emerson Tripah (Sabão Em Pedra, Satori Studio), que ajudaram a costurar as idéias analógicas, recortadas e coladas em busca da sonoridade do auto-conhecimento.

Vídeos:




O sampleadélico Radiola Santa Rosa é formado pelo músico e vocalista Caio Bosco e o turnitablista DJ Beto. Usando hip hop, dub e musica eletrônica como ferramenta para fazer musica brasileira, o som da dupla é uma mistura étnica, alternativa e experimental.

Em suas letras vemos muitas vezes mensagens e ensinamentos do Budismo. O 1° disco, Disqueria, é um disco autoral e de músicas inéditas, já o 2° disco, Duberia, é um disco de remixes do 1° disco mas no estilo dub.

Bruna Ponce 3B

Marcelo D2



Em Maio de 2006, lançou o seu terceiro disco de originais a solo, Meu Samba é Assim. O disco, bem recebido pela crítica, reforçou a tendência de mistura do rap com samba, e inclui alguns convidados especiais.

A apresentação do novo disco incluiu uma excursão de dois meses pela Europa, com início dia 4 de Junhoem Portugal, na abertura do último dia do Rock in Rio Lisboa 2006. Marcelo D2 fez nesta digressão uma pequena pausa para alguns concertos nos Estados Unidos da América.

Venceu o Prêmio Multishow 2007 na categoria Melhor Clipe, com Dor de Verdade. Ainda no mesmo ano o single That's What I Got ganhou uma versão mixada, que entrou na trilha sonora nacional de Malhação 2007, que abriu o disco. Em 2008 várias músicas do cantor foram compradas para estar na trilha sonora do filme americano Turistas.


Marcelo D2 (nome artístico de Marcelo Maldonado Gomes Peixoto, Rio de Janeiro, 5 de Novembro de 1967) é um rapper brasileiro ex-vocalista da banda Planet Hemp, que hoje segue em carreira solo.

"D2", no jargão dos usuários de maconha, significa dar apenas alguns "tragos" na droga; Marcelo é assumidamente usuário da droga,[1] e teria colocado o D2 em seu nome como forma de expressar que fuma maconha - e foi falando dela que ele começou nos palcos.

Célebre por misturar o samba com a black music, fez várias parcerias com artistas de outros gêneros, como o axé music, e com pessoas que fazem batidas de música eletrônica com a boca, popularmente conhecido como beatbox. Atualmente, um de seus principais parceiros em shows e turnês, é Fernandinho BeatBox, o qual, faz alguns efeitos em suas músicas, e sempre é chamado ao palco, para animar o público, com seus hits.

Curiosidade:

Na gíria dos usuários de maconha a expressão "D2" significa utilizar a droga sem grande frequência. Foi justamente por ser usuário assumido da substância ilícita, que o rapper brasileiro, Marcelo Maldonado Peixoto, adotou o termo como nome artístico. Também foi falando abertamente sobre o assunto que o rapaz da Zona Norte do Rio de Janeiro ingressou no mundo da música e começou a fazer fama. Hoje é reconhecido pela mistura inusitada de samba ao estilo black music, que possibilitou a difusão do ritmo americano no Brasil e da música brasileira no exterior.

Vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=OnRx0z6i1_4

http://www.youtube.com/watch?v=JqijK7TqUaE

http://www.youtube.com/watch?v=8qnhPjJn9oc



Bruna Ponce 3B






segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Jorge Aragão

Sambista, começou sua carreira na década de 1970, em bailes e casas noturnas. Como compositor, despontou em 1977, quando Elza Soares gravou sua composição "Malandro" (com Jotabê). Foi integrante do grupo Fundo de Quintal (núcleo do gênero pagode) e um de seus principais compositores e letristas, tendo por isso abandonado o conjunto algum tempo depois para dedicar-se à carreira solo. Quase todos os grandes intérpretes de samba (Beth Carvalho, Alcione, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila) têm canções de Jorge Aragão em seu repertório.

O primeiro disco solo, "Jorge Aragão", veio em 1982, pela Ariola. Conhecedor do carnaval carioca, foi comentarista dos desfiles de escolas de samba nas TV's Globo, Manchete e nos últimos anos no projeto Carnaval do Povão pela CNT. Com doze discos lançados, excursionou pelos Estados Unidos e se apresenta em várias cidades do Brasil. Entre seus sucessos estão "Coisinha do Pai" (com Almir Guineto e Luiz Carlos), consagrado na gravação de Beth Carvalho que valeu uma gravação inédita em 1997 para acordar Mars Pathfinder um robô da Nasa em Marte; "Coisa de Pele", "Vou Festejar", "Alvará", "Terceira Pessoa", "Amigos… Amantes", "Do Fundo do Nosso Quintal" e "Enredo do Meu Samba" entre outras. Sua música, "Eu e Você Sempre", gravada originalmente pelo grupo Exaltasamba em 2000 tornou o grupo conhecido.

Com quase 30 anos dedicados inteiramente à MPB, Jorge Aragão continua em atividade. O veterano do samba se mantém firme no mercado, apostando em uma série de CDs ao vivo (Ao vivo 1 e 2). O álbum ”Jorge Aragão Ao vivo Convida”, lançado pela Indie Records, em2002, traz duetos antológicos do sambista com figuras consagradas como Zeca Pagodinho, Alcione, Elza Soares, Beth Carvalho, Emílio Santiago, Leci Brandão, entre outros.Mais tarde, depois de um disco de estúdio chamado Da Noite pro Dia vem mais um DVD ao vivo gravado no Canecão (Rio de Janeiro) com o mesmo nome também tendo uma ótima vendagem. Atualmente o sambista está com o disco `E aí?`, com boa recepção do público.


Link do Vídeo = http://www.youtube.com/watch?v=y839-I6Ad18


Comentário = sambista das antiga, e toca muito, um samba monstro num churras é irado kkkk...

Bruno S. Obeidi n° 4 3°B

Bezerra da Silva


José Bezerra da Silva (Recife, 23 de fevereiro de 1927 — Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005) foi um cantor, compositor e violonista, percussionista e interprete brasileiro dos gêneros musical Coco e Partido Alto, sub-gêneros do Samba. Considerado o embaixador dos morros e favelas, cantou sobre os problemas sociais encontrados dentro das comunidades, se apresentando no limite da marginalidade e da indústria musical, também é considerado um dos principais expoentes do samba do estilo partido alto.
Biografia
Nordestino, desde a infância foi ligado à música e sempre "sentiu" que apresentava o dom de tocar, causando atritos com a família.
O pai, da Marinha mercante, saiu de casa quando Bezerra era pequeno, indo morar no Rio de Janeiro. Com isso, depois de ingressar e ser expulso da Marinha mercante, descobriu o paradeiro do pai e foi atrás dele. Causando mais atritos com o pai, foi morar sozinho, no Morro do Cantagalo, trabalhando como pintor na construção civil. Juntamente, era instrumentista de percussão e logo entrou em um bloco carnavalesco, onde um dos componentes o levou para a Rádio Clube do Brasil, em 1950.
Durante sete anos viveu como mendigo nas ruas de Copacabana, onde tentou suicídio e foi salvo por um Santo da Umbanda. A partir daí passou a atuar como compositor, instrumentista e cantor, gravando o primeiro compacto em 1969 e o primeiro LP seis anos depois.
Inicialmente gravou músicas sem sucesso. Mas a partir da série Partido Alto Nota 10 começou a encontrar o público. O repertório dos discos passou a ser abastecido por autores anônimos (alguns usando codinomes para preservar a clandestinidade) e Bezerra. Antes do Hip Hop brasileiro, ele passou a mostrar a sua realidade em músicas como: "Malandragem Dá um Tempo", "Sequestraram Minha Sogra", "Defunto Caguete", "Bicho Feroz", "Overdose de Cocada", "Malandro Não Vacila", "Meu Pirão Primeiro", "Lugar Macabro", "Piranha", "Pai Véio 171", "Candidato Caô Caô".
Em 1995 gravou pela gravadora carioca CID "Moreira da Silva, Bezerra da Silva e Dicró: Os Três Malandros In Concert", uma paródia ao show dos três tenores, Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras. O sambista virou livro em 1998, com "Bezerra da Silva - Produto do Morro", de Letícia Vianna.
Em 2001 tornou-se evangélico da Igreja Universal do Reino de Deus e em 2003 gravou o CD Caminho de Luz com músicas gospel. Em 2005, perto da morte, mas ainda demostrando plena atividade, participou de composições com Planet Hemp, O Rappa, Velhas Virgens e outros nomes de prestígio da Música Popular Brasileira.
Morreu em 2005, aos 77 anos de idade, perto de completar 78, eternizando-se no mundo do samba.
Morte
Bezerra morreu na manhã de segunda-feira, dia 17 de janeiro de 2005 aos 77 anos, depois de sofrer uma parada cardíaca. De acordo com o último boletim médico, a causa do óbito foi falência múltipla dos órgãos. O corpo de Bezerra foi velado no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. O sepultamento foi em uma terça-feira no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju.
Bezerra estava internado desde o dia 28 de outubro, no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital dos Servidores do Estado, Rio de Janeiro, com embolia pulmonar e pneumonia.
O curioso desta data é que Bezerra se auto-intitulava "bom malandro", por isso quando morresse, queria que não fosse numa sexta-feira ou feriado, para não atrapalhar a praia dos amigos. E morreu numa segunda-feira - ou seja, depois do fim-de-semana e no dia 17 de janeiro, o primeiro mês do ano.se foi o rei do SAMBA deixando todos abalados pela sua morte. Um fato curioso lembrado pelo sambista e amigo Dicró foi que a morte de Bezerra da Silva se deu no dia 17/1, uma verdadeira sátira ao 171 tão aclamado em suas músicas. "Malandro é malandro e mané é mané"
Temas de músicas
Os principais temas de suas músicas foram a vida do povo e os problemas da sociedade e das favelas, como a exploração e a opressão sofridas pelos trabalhadores, a malandragem e ladrões à margem da lei, a questão do uso de drogas como a maconha e cocaína e a condenação à caguetagem, ou delação. Esta última temática se refere a uma das principais estratégias de sobrevivência da "malandragem" em comunidades militarizadas pelo Estado e sob constante vigilância policial, onde a "malandragem" exerce influência e medo para que os moradores destas localidades não os delatem aos órgãos do Estado. São numerosos os sambas de Bezerra da Silva que "condenam" de forma apológica os "dedo-duros". Reflexos de uma sociedade que habita um estado incapaz de garantir a segurança da população, que apela para a falsa segurança oferecida por traficantes e marginais, mas que na maioria das vezes é necessária, pois os indivíduos de fora deste grupo social os tem como inimigos. Concluindo-se assim, que não são os moradores do morro que fomentam a guerra, apenas defendem-se como podem.




Matheus Calejo

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Arlindo Cruz

Arlindo ainda venceria na Serrinha em 1999, 2001 - samba que ganhou o Estandarte de Ouro do jornal O Globo, 2003, 2006 e 2007.

Aos sete anos, o menino ganhou o primeiro cavaquinho. Empolgado com o instrumento, esperava ansioso o pai chegar do trabalho para aprender a tocar. Aos doze já tirava muitas canções de ouvido, e, como seu irmão, Acyr Marques, aprendia violão.

Entrou para a escola Flor do Méier, onde estudou teoria, solfejo e violão clássico por dois anos. E já nessa época começou a trabalhar profissionalmente como músico, fazendo rodas de samba com vários artistas, inclusive Candeia, que ele considera seu padrinho musical. Com Candeia, gravou seus primeiros discos, um compacto simples, pela gravadora Odeon, e um LP chamado Roda de Samba (hoje encontrado em CD). Em ambos tocou cavaquinho.

Ao completar 15 anos foi estudar em Barbacena MG, na escola preparatória de Cadetes do Ar (onde conheceu o apresentador Marcelo Tas que também estudava na mesma escola) ,mas não abandonou a música. Cantava no coral da escola. Começava, então, a nascer o compositor Arlindo Cruz, que ganhou festivais em Barbacena e Poços de Caldas.

Quando deixou a Aeronáutica, passou a freqüentar a roda de samba do Cacique de Ramos, que já revelava novos talentos. Ia todas as quartas-feiras, curtir e aprender ao lado de Jorge Aragão, Beth Carvalho, Beto sem Braço, Ubirani e Almir Guineto. Outros jovens seguiam o mesmo caminho, entre eles, Zeca Pagodinho e Sombrinha - que viria ser seu parceiro.

Os mestres não demoraram a reconhecer em Arlindo Cruz o grande compositor que já se percebia. Logo no primeiro ano de Cacique, teve doze canções gravadas por vários intérpretes. A primeira delas foi "Lição de Malandragem". Depois vieram outros sucessos, como "Grande Erro" (Beth Carvalho), "Novo Amor" (Alcione) e tantos outros.

Com a saída de Jorge Aragão do Fundo de Quintal, Arlindo Cruz foi convidado a participar do Grupo. Foram, então, 12 anos de dedicação e sucesso. Neste período, gravou com quase todos artistas do Pagode e deu as canções mais lindas ao FDQ: "Seja sambista também", "Só Pra Contrariar", "Castelo Cera, "O Mapa da Mina", "Primeira Dama".

Zeca Pagodinho gravou Bagaço de Laranja, Casal Sem Vergonha, Dor de Amor, Quando eu te vi Chorando. Beth Carvalho transformou em sucessos:"Jiló com Pimenta", "Partido Alto Mora no meu Coração", "A Sete Chaves". Reinaldo gravou "Pra ser Minha Musa" e "Onde Está".

Arlindo Cruz tem mais de 550 canções gravadas por diversos artistas e é considerado o responsável pela proliferação do banjo no samba. Arlindo Cruz saiu do Fundo de Quintal em 1993 e começou um carreira solo, logo depois fez parceria com Sombrinha. e anos depois se casou e teve um filho chamado Arlindo também.

A partir de meados da década de 90, Arlindo passou a concorrer nas disputadas eliminatórias de samba enredo de sua escola de samba do coração: o Império Serrano. A primeira vitória foi em 1996, no enredo "E verás que um filho teu não foge à luta". Arlindo implacaria o hino imperiano também no ano seguinte, mas a escola acabou caindo para o Grupo de Acesso A.

Arlindo concorreu em 2008 pela primeira vez em outra escola. Ele venceu na Grande Rio no enredo "Do Verde de Coarí Vem Meu Gás, Sapucaí!". Desde que começou a disputar nas eliminatórias, Arlindo Cruz já venceu 8 vezes!

Hoje em dia Arlindo prossegue em carreira solo, na evolução do samba. Da Madureira do Império Serrano e do Pagode do Arlindo, das rodas de partido-alto de quartas à noite e domingos à tarde na quadra do bloco carnavalesco Cacique de Ramos, Arlindo Cruz prossegue essa linhagem já lá se vão 30 anos.

Em meados de 2009, é lançado o DVD e CD duplo "MTV Ao Vivo Arlindo Cruz" (Deckdisc), além da celebração de uma obra, a consagração, como cantor, desse compositor que discretamente mudou a cara do samba nas últimas décadas. E mudou a cara preservando a essência, recolocando o samba no rádio, popularizando as rodas de samba, incentivando a rapaziada mais nova a ficar no samba, abrindo diálogos com a chamada MPB e com outros gêneros (como o hip hop, de Marcelo D2), compondo muito e bonito para tudo quanto é cantor ou grupo novo, cultivando todos os gêneros, do partido-alto ao samba-enredo, do samba romântico ao de fundo social.

Arlindo fez, nesses 30 anos de carreira, um discreto trabalho cultural que este novo projeto resume e evidencia


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Grupo Novo Rock


Uma banda que já teve seu auge, mas seu estilo, valor e irreverência caíram no esquecimento na atualidade, já que infelizmente as novas bandas não usam como inspiração trabalhos como esse.

É em 1981 que a banda da cidade do Porto edita o seu o seu primeiro registo em vinil, então intitulado “Portugal na CEE”, seguido de “Sê um GNR”. A crítica rende-se rapidamente ao trabalho da banda, pois compreende que de facto é possível a existência de uma banda pop rock coerente e inteligente, capaz de elevar-se à qualidade do que se produz no estrangeiro. Prova disso são os memoráveis concertos nos antigos estádios de Alvalade e das Antas, cerca de uma década depois, que contam com a presença de mais de 75.000 fãs.

Vêm sem dúvida constatar que o grupo consolidou uma carreira que atravessou todas as estações da música moderna portuguesa dos últimos vinte anos e saiu incólume. Numa era em que a música estrangeira veio invadir o mercado nacional de forma massiva, os GNR, de forma muito perspicaz, vieram contradizer esta tendência. Nos dias de hoje o trio Reininho, Machado e Romão – que são actualmente o pilar central do grupo – ainda se mantém verdadeiramente fiel na valorização da língua e cultura portuguesas. Uma geração começa finalmente a reencontrar-se e vários são os temas que se destacam de imediato. Basta recordar “Dunas”, do álbum Os Homens Não Se Querem Bonitos – “Efectivamente”, do quarto disco Psicopátria – “Ana Lee”, “Sub-16”, “Sangue Oculto” ou “Pronúncia do Norte” – do álbum Rock in Rio Douro, de 1992. Foram, e ainda são, temas que rapidamente conquistaram as playlist das mais diversas rádios nacionais. Os vários trabalhos dos GNR caminham, inevitavelmente, para um sucesso estrondoso.

A recompensa merecida por um trabalho árduo e persistente traduz-se em cinco Discos de Platina: um com In Vivo e quatro (160 mil álbuns vendidos) com Rock in Rio Douro. A primeira de três compilações lançadas – Tudo o Que Você Queria Ouvir, em 1996 (seguida de Câmara Lenta, em 2002, e de ContinuAcção, em 2006) – agrupa os temas de maior êxito da banda, sendo apenas possível em CD duplo. Com Popless, gravado no início do novo milénio, o grau de maturidade dos GNR, procurado desde a segunda metade dos anos 90, é atingido. O segundo tema – “Asas (Eléctricas)” – leva novamente a banda às playlist das rádios, uma vez que dá vida e cor ao primeiro telefilme da SIC (“Amo-te Teresa”), que obtém um largo sucesso à escala nacional. Também um tema inédito incluído na segunda compilação, Câmara Lenta – 16 Slows do Melhor GNR, editado em 2002, é escolhido para o genérico de uma telenovela com título homólogo da TVI: “Nunca Digas Adeus”. O grupo, caracterizado pela sua energia sem limites, grava nesse mesmo ano um novo álbum. Do Lado dos Cisnes, que marca um retorno à garagem, às guitarras pop e à canção curta e despachada, com um leve toque de cinismo sarcástico ausentes há uns tempos da escrita do grupo.

Em 2006, os GNR comemoram 25 anos de existência. No início desse ano é lançado um álbum de tributo ao grupo, intitulado Revistados 25-06, onde os temas que já fazem parte da nossa memória colectiva são interpretados por nomes do hip-hop, reggae e R&B nacional: NBC, Virgul (Da Weasel), Expensive Soul, Melo D, Guardiões do Subsolo, entre outros. O segundo acto comemorativo dos 25 anos de carreira é celebrado com o lançamento de Continuacção – O Melhor dos GNR Vol.3. Um álbum duplo, com muitos temas nunca editados em CD e com dois temas inéditos: “Continuação” e uma versão estrondosa de “Quero Que Tudo Vá P’ró Inferno”, de Roberto Carlos. Com este tema, rapidamente os GNR sobem para o top de músicas mais ouvidas nas rádios, mantendo-se em primeiro lugar por semanas a fio. Contra factos não há argumentos e a participação no Rock in Rio – Lisboa 2006 comprova o estatuto que o grupo mantém no panorama musical português.

A banda sobe ao Palco Mundo encerrando o festival, num dia que contou com muitos nomes sonantes da música internacional e em que milhares de fãs festejam o aniversário da banda. A terceira comemoração dos GNR, ainda em 2006, dá-se com os memoráveis espectáculos nos Coliseus do Porto e de Lisboa, em Outubro. Esgotados em pouco tempo, são alvo de grande parte da comunicação social, recebendo favoráveis críticas, sobretudo pelo seu aspecto inovador e pelos novos arranjos dos temas. As noites contam com as participações especiais de NBC, Sónia Tavares e Legendary Tiger Man. Vinte e cinco anos volvidos do primeiro single – com 13 álbuns gravados e vários prémios conquistados –, os GNR tornaram-se um ícone do panorama musical português, marcando um estilo muito próprio do pop rock nacional. Boas razões para a comemoração de uma brilhante carreira. Esse ano e 2007 traduzem-se numa série de espectáculos ao vivo por todo o país. A digressão percorre várias localidades de norte a sul, de onde se destacam os convites para iniciativas como o “Mega Concerto Visão” (Revista Visão, que editou a colecção “As Músicas da Nossa Vida” – álbuns de várias bandas nacionais) e “Vodafone SoundClash”, ambos no Pavilhão Atlântico, ou o espectáculo no Zénith de Paris.

Em 2008, uma super-produção marca a carreira do grupo: no dia 18 de Abril os GNR sobem ao palco do Pavilhão Atlântico com a Banda Sinfónica da GNR. Mais de 25 anos depois do início da polémica, o mito dissolve-se: o Grupo Novo Rock e a Guarda Nacional Republicana fazem história num concerto memorável. Sob direcção do Tenente Coronel Jacinto Montezo, impulsionador do projecto, 120 músicos dão vida a 18 temas intemporais do grupo portuense. Com arranjos de orquestra minuciosos, pela mão de Vasco Azevedo, Pedro Moreira, Filipe Melo, Hugo Novo e Mário Laginha, o alinhamento do espectáculo é cantado em tons de festa por mais de 8.000 fãs incondicionais. O espectáculo passa pelas cidades de Coimbra e Guimarães ainda nesse ano. No ano seguinte, os GNR continuam na estrada, com concertos um pouco por todo o país. Destaque para um espectáculo especial na Casa da Música, na noite de São João, e também para o grande concerto de passagem de ano nos jardins da Torre de Belém, em Lisboa.

Já em 2010, a banda entra em estúdio para gravar aquele que será o sucessor de Do Lado dos Cisnes. Pela primeira vez na história dos GNR, as gravações decorrem em estúdio próprio. “Rei do Roque”, o primeiro single deste novo disco, é divulgado semanas mais tarde e desde logo é bem recebido pelas rádios e pelos fãs do grupo. A 30 de Abril, os GNR apresentam no Centro Cultural Olga Cadaval algumas das novas canções que farão parte do tão aguardado álbum e aproveitam para divulgar o título deste novo trabalho: RetroPolitana.

DiscoGNRafia: 1982 | Independança | EMI – Valentim de Carvalho 1984 | Defeitos Especiais | EMI – Valentim de Carvalho 1985 | Os Homens Não Se Querem Bonitos | EMI – Valentim de Carvalho 1986 | Psicopátria | EMI – Valentim de Carvalho 1989 | Valsa dos Detectives | EMI – Valentim de Carvalho 1990 | In Vivo | EMI – Valentim de Carvalho 1992 | Rock In Rio Douro | EMI – Valentim de Carvalho 1994 | Sob Escuta | EMI – Valentim de Carvalho 1996 | Tudo o Que Você Queria Ouvir | EMI – Valentim de Carvalho 1998 | Mosquito | EMI – Valentim de Carvalho 2000 | Popless | EMI – Valentim de Carvalho 2002 | Câmara Lenta | EMI – Valentim de Carvalho 2002 | Do Lado dos Cisnes | EMI – Valentim de Carvalho 2006 | Continuacção | EMI Music Portugal 2010 | Retropolitana | Farol Música

ESCUTE UMA DAS MÚSICAS DE MAIS SUCESSO DA BANDA !!!

http://www.youtube.com/watch?v=nxZQKo5PBaQ